Brigas judiciais de Legião Urbana e RPM mancham para sempre a história da geração pop dos anos 1980 | Light FM

Brigas judiciais de Legião Urbana e RPM mancham para sempre a história da geração pop dos anos 1980

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Brigas judiciais de Legião Urbana e RPM mancham para sempre a história da geração pop dos anos 1980


Veiculadas no início desta semana em várias colunas, as notícias simultâneas de novos rounds nas guerras judiciais travadas entre os músicos do grupo paulistano RPM, entre os integrantes da banda brasiliense Legião Urbana com o herdeiro de Renato Russo (1960 – 1996) e entre o cantor Leoni e Paula Toller – ambos revelados na formação original do grupo carioca Kid Abelha – mancham para sempre a história da geração pop projetada no Brasil dos anos 1980.

É fato que o romantismo do começo – quando parecia haver, e possivelmente houvesse mesmo, irmandade e espírito de união entre os grupos que desbravaram a partir de 1982 o mercado para o pop rock made in Brasil – já tinha se diluído ainda na década de 1980.

Quando o sucesso arrombou a porta dos românticos roqueiros, sendo devidamente capitalizado pela indústria da música antes refratária ao pop nacional, egotrips e competições começaram a dar o tom em muitas relações e discos (e, certamente não por acaso, aquela geração perdeu força mercadológica no fim dos anos 1980).

Faz parte do show e da natureza humana, infelizmente. Mas nada se compara ao que tem sido visto e ouvido nos últimos anos. Nem importa mais quem tem razão nas brigas judiciais pelo uso das marcas Legião Urbana e RPM. Ou nas discordâncias entre Leoni e Paula Toller sobre o uso político de músicas que trazem as assinaturas dos compositores cariocas.

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